Fim de tarde


Dia desses, mais para o final da tarde, estava esperando o ônibus que me levaria para a Chico Mendes. O tempo passava e do ônibus, nada. Fiquei ali, com o olhar perdido quando uma moça, por volta de seus dezenove ou vinte anos, talvez até um pouco menos, se aproxima de mim, sorrido: “Professor! Como vai?”,  ela sorri, enquanto nos abraçamos. Agora a reconheço, foi minha aluna há uns três anos. Conversamos na fila do ônibus, onde ela me informa que está fazendo estágio na PROCEMPA (Cia. de Processamento de Dados do Município), que está terminando o ensino médio e que pretende fazer vestibular para Publicidade e Propaganda. Falamos mais um pouco e ela se afasta, procurando o final da fila.

Enquanto estou sentado no ônibus – finalmente! – penso com orgulho na minha profissão (ou semi-profissão, segundo ENGUITA) e na minha ex-aluna, que decidiu entrar efetivamente na briga por uma vida melhor, baseada no próprio esforço e no desejo de continuar estudando. Algo me diz que ela conseguirá alcançar o que deseja, porque seus olhos brilharam enquanto me descreveu seu projeto.

Sempre é uma enorme satisfação ao sentir que, direta ou indiretamente ajudei a criar possibilidades concretas e propostas de melhorias e de insersão social aos meus alunos. Agora, aqui, não importa o frio lá fora nem o vento. Meu coração, mais uma vez, está aquecido.

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