Blueberry e educadores


De palavras-de-ordem, de discursos, de intenções, de novas-antigas mensagens parece que todos nós estamos fartos. De certo modo, os grandes discursos parecem ter se esvaziado nesse mundo pontilhista, no qual o consumo e o descarte são parte do cotidiano. Grandes questões parecem demandar um esforço que a maioria da sociedade não está disposta a se dedicar.

Somos seres sociais que não se dedicam, que não mais tem sonhos, a não ser que os mesmos sejam os de uma nova personalidade, de um novo silicone ou de um novo blueberry para nos embalar e nos tornar ainda mais egocêntricos.

Talvez a única oportunidade que tenhamos de questionar um pouco a realidade seja a ecologia, até porque, queiramos ou não, todos nós estamos abrigados nos seios de uma grande nave, chamada Terra. A política, enquanto contato com o outro, se encontra cada vez mais carcomida, é o que revelam os críticos de plantão. Enquanto isso, nos resta sempre um campo alternativo, que não se esgota nem nos modismos psicóticos da pós-modernidade, nem no globalismo que alguns dizem não ser qualquer novidade, mas apenas um dos modos de se negociar dentro do mais amplo aparato tecnológico possível, menos ainda no localismo por vezes sectário.

Tal campo alternativo, de certo modo é fillho dileto de vertentes tradicionais: nos resta, assim como discutir a ecologia, nos reencontrarmos com nós mesmos. E, nesse ponto, é possível que o velho pedagogo ainda queira conversar com aquele menino-filho-do-cidadão-romano que ele encaminha para o campo da dominação

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