Psicologia da educação e aprendizagem


 

PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO 3

APRENDIZAGEM

O conceito de aprendizagem depende da referência teórica na qual se baseia tal conceito.

Elementos ligados ao conceito de aprendizagem:

1 – mudança comportamental;

2 – mudança duradoura em tal comportamento.

3 – mudança ligada a uma ou mais experiências.

Aqui, mudança deve ser entendida no seu mais amplo sentido, e não restrito a uma visão behaviorista, segundo a qual o mesmo se restringe àquelas manifestações que podem ser diretamente observadas e quantificadas. Os behavioristas, portanto, não trabalham com aspectos subjetivos do comportamentoo.

Aqui, estamos entendendo comportamento da forma mais abrangente possível ou seja, padrões herdados, reflexivos, físicos, pensamentos, sentimentos e outras manifestações nem sempre observáveis e muitas vezes não passíveis de quantificação.

1 – Possibilidades de mudança comportamental.

A – de comportamento não integrado para integrado, ocorre quando nova mudança comportamental passa a integrar o repertório comportamental do indivíduo.

Há situações em que não é necessária a aprendizagem para que ocorra tal integração, como por exemplo, quando o sujeito passa de analfabeto a alfabetizado, ou quando o bebê que não caminha adquire tal habilidade ou alguém que só fala a língua materna desenvolve a capacidade de falar uma ou mais línguas estrangeiras.

O desenvolvimento físico na adolescência provoca novos comportamentoos, que se prendem a maturação do sujeito, e não a aprendizagem, como por exemplo a mudança no tom de voz, as mudanças físicas que influenciam noo comportamento não são provocadas por aprendizagem.

Se alguém tem pressão baixa e ingere cafeína haverá alteração no comportamento, não ligada a aprendizagem, mesmo caso de quem ingere drogas ou remédios que podem conter substâncias que alteram comportamentoo sem qualquer aprendizagem como, por exemplo, antidepressivos

Assim, a mera integração não é sinal de aprendizagem.

B – comportamento integrado para não-integrado é o inverso da primeira hipótese, ou seja, alguém possuía determinada habilidade e deixou de tê-la.

Duas situações: novas aprendizagens poodem inibir aprendizagens anteriores, enfraquecendo-lhes a memórioo. O fato de não lembrarmos uma experiência ou aprendizagem não significa que as mesmas não tenham ocrrido em determinados momentos de nossa vida.

Também há situações fora do campo da aprendizagem em que há perda de determinadas capacidades, sendo ligadas aos processos de maturação. Dois esemplos seriam o reflexo prênsil no bebê, que desaparece aos seis meses e o reflexo de Fossard, ou seja, até 15 dias do nascimento, se o bebê sentir um toque ao lado da boca, virará a cabeça na direção do mesmo toque.

C- aprendizagem muda a natureza de um comportamento: aqui se incluem as mudanças atitudinais e afetivas. Como por exemplo o caso das pessoas que aprendem a superar o medo de falar em público, ou o medo do trovão, etc.

2 – mudança duradoura em tal comportamento

Aqui duradoura tem o sentido de permanência. Não há aprendizagem sob a curta memória ou sob efeito de drogadição.

Há quatro tipos de mudança comportamental duradoura:

A – reaprendizagem – se alguém aprendeu algo e, por diversos motivos deixou de exercitar tal aprendizagem, ao retomá-la terá muito maior facilidade para restabelecer seu entendimento, como andar de bicicleta, operar mentalmente com números, habilidade de dirigir no trânsito…

B – hipnose – alguém que não é capaz conscientemente é capaz de resgatar em riqueza de detalhes fatos de sua vida, desde que os mesmos estejam na área cerebral de longa memória, porque é impossível o resgate de fatos que estejam em brevíssima memória (mesmo para a hipnose).

C – estimulação elétrica na área de memória – o espanhol Gregorio Maragnon, no início do século XX testou em voluntários a capacidade do estímulo elétrico no sentido de trazer a lume fatos residentes na área de memória dos mesmos. Os voluntários, ao serem estimulados, descreviam lampejos de memória. Tais experiências foram abandonadas.

D – lesão progressiva na área de memória do sistema nervoso central – a memória expande em razão da necessidade do sujeito. No caso de tais lesões as camadas mais recentes de memória inibem as experiências anteriores, de modo que existe uma perda progressiva de memória curta ou brevíssima, o que desblooqueia memórias de caráter longo e já existentes há muito, muito tempo. Com isso a pessoa poderá lembrar com exatidão fatos ocrridos décadas anteriores, mas também poderá esquecer os nomes de parentes próximos e/ou amigos ou sequer reconhecê-los.

3 – Mudança ligada a uma ou mais experiências.

Tais experiências consideram duas dimensões: a primeira relativa ao tipo de atividade com a qual o sujeito que aprende se envolve e a segunda ligada aoo processo de aprendizagem em si com o qual ele igualmente se envolve.

Relativamente ao tipo de atividade com a qual o sujeito se envolve, temos:

Atividade sensorial perceptiva, no sentido de que a aprendizagem se dá pelo toque, pelo ver, pelo sabor, pelo ouvir. Assim, será melhor qualificado o processo de aprendizagem se integrarmos os vários sentidos dos alunos em tal processo.

Atividade motora pois o movimento está integrado em todas as atividades de aprendizagem (nadar, andar, correr, etc).

Atividade cognitiva – Sdgundo Piaget, primeiro a criança deve desenvolver a função simbólica, representativa ou simbiótica, necessitando estar em contato perceptivo, sensorial com vários e indeterminados objetos para, após, desenvolver a capacidade de pensar. Essas instâncias fazem parte da maturação da criança, sendo o pensamento uma função que a criança vai construindo, no sentido da reflexão e do pensamento crítico.

Em relação ao processo de aprendizagem em si com o qual o sujeito se envolve temos

O condicionamento clássico skineriano (condição operante

A imitação, segundo a qual quem aprende segue um modelo específico e

A cognição, de caráter construtivista seguindo as teorias de Piaget, Vigotsky, etc.

Caraterísticas do processo de aprendizagem

1 – permanente

2 – dinamico/ativo

3 – global

4 – pessoal não há como passar experiências pessoais para terceiros. Cada qual personaliza sua forma de aprender. Se o contrário fosse verdade, seria extremamente fácil aprender tudo, pela transmissão pura e simples de experiências.

5 – cumulativo – nenhuma aprendizagem é inteiramente nova, pois sofre das influências das anteriores que podem atrapalhar ou facilitar aquelas em andamento. “O professor é ruim” ou “matemática é difícil” ou “eu sou burro, não onsigo aprender” podem dificultar a aprendizagem não por incapacidade do aluno, mas por bloqueio psicológico pois tais conceitos negativos lhe foram passados anteriormente e passaram a ser interiorizados anteriormente.

ocorre uma transferência positiva quando facilita a nova aprendizagem ou seja, o que foi aprendido antes facilita a nova aprendizagem.

ocorre uma transferência negativa quando há fatores que atrapalham a nova aprendizagem. Para evitar isso o melhor seria trabalhar de modo contextualizado.

6 – gradativo – a aprendizagem segue uma ordem, uma lógica do simples ao complexo. Exemplos seriam falar antes de escrever. Para multiplicar eu tenho de antes aprender a adicionar. Segundo Piaget uma criança dos quatro aos oito meses apresenta reações circulares secundárias, ou seja, busca um objeto mesmo que não o veja, pois sabe que o objeto está “em determinado lugar”. É necessário, pela gradatividade respeitar os pré-requisitos.

7 – continuidade – a partir do nascimento até a morte. Há certas aprendizagens que devem ocorrer nos momentos certos, onde ocorrem momentos críticos, em que a criança estrutura a fala, o ego, o superego, a audição, a afetividade em relação especialmente à mãe. Piaget diz qual o momento certo para aprender cada nova experiência.

8 – aprender é um processo seletivo, pois não aprendemos indiscriminadamente qualquer coisa, mas há um direcionamento voltado para um foco. Ignoramos a maioria dos estímulos, mas focamos nosso interesse. Em dado momento aprendemos determinadas coisas e não outras. Cada um tem sua história de desenvolvimento e aprendizagem, o que ajuda a perfazer o futuro profissional de cada um de nós. Há o interesse específico em razão de tal seletividade.

A aprendizagem tem um significado e uma importância fundamental para o ser humano. Como seria alguém que jamais aprendesse nada? Seria provável que não sobrevivesse mais que alguns dias. Os animais tem padrões instrutivos herdados que lhe facilitariam a sobrevivência (pássaros que constroem seus ninhos, por exemplo). O ser humano modifica os padrões originais de comportamento. Na amamentação a experiência melhora o desempenho da mamada da criança. Recém nascido tem reflexos: Fossard. Dias após ela suga normalmente, ou seja a criança se orienta a partir da mamada anterior. O nenê não tem consciência da mãe e nem do seu próprio corpo.

O ser humano deve aprender tudo. Para sermos humanos devemos aprender? Em 1921 duas meninas , uma com quatro, outra com oito anos, foram descobertas vivendo com lobos e tendo padrões comportamentais dos mesmos. Viviam como quadrúpedes, tinham hábitos noturnos, na alimentação preferiam carne crua. Quando a alcatéia é reduzida os lobos adotam qualquer animal e os consideram como lobos. Ambas foram descobertas e ficaram internadas em um orfanato frances e não manifestavam quaisquer sentimentos humanos nem sabiam se comunicar com os outros homens. Há um trecho interessante sobre Kamala e Gamala, que segue:

O caso das meninas-lobo

Na Índia, onde os casos de meninos-lobo foram relativamente numerosos, descobriram-se, em 1920, duas crianças, Amala e Kamala, vivendo no meio de uma família de lobos. A primeira tinha um ano e meio e veio a morrer um ano mais tarde. Kamala, de oito anos de idade, viveu até 1929. Não tinham nada de humano e seu comportamento era exatamente semelhante àquele de seus irmãos lobos.

Elas caminhavam de quatro patas apoiando-se sobre os joelhos e cotovelos para os pequenos trajetos e sobre as mãos e os pés para os trajetos longos e rápidos.

Eram incapazes de permanecer de pé. Só se alimentavam de carne crua ou podre, comiam e bebiam com os animais, lançando a cabeça para a frente e lambendo os líquidos. Na instituição onde foram recolhidas, passavam o dia acabrunhadas e prostradas numa sombra: eram ativas e ruidosas durante a noite, procurando fugir e uivando como lobos. Nunca choraram ou riram.

Kamala viveu durante oito anos na instituição que a acolheu, humanizando-se lentamente. Ela necessitou de seis anos para aprender a andar e pouco antes de morrer só tinha um vocabulário de cinqüenta palavras. Atitudes afetivas foram aparecendo aos poucos.

Ela chorou pela primeira vez por ocasião da morte de Amala e se apegou lentamente às pessoas que cuidaram dela e às outras crianças com as quais conviveu.

A sua inteligência permitiu-lhe comunicar-se com outros por gestos, inicialmente, e depois por palavras de um vocabulário rudimentar, aprendendo a executar ordens simples.

(B. Reymond, Le développement social de l’enfant et de l’adolescent, Bruxelas, Dessart, 1965, p. 12-14, apud C. Capalbo, Fenomenologia e ciências humanas, Rio de Janeiro, J. Ozon Ed., p. 25-26.)

Os vínculos afetivos são aprendidos, não são herdados, e isso ocorre entre um ano a um ano e meio na criança.

Significado da aprendizagem humana.

Aprendemos mais e de modo mais complexo que qualquer outra espécie. Através do processo de aprendizagem melhoramos nossa capacidade de adaptação aos novos ambientes e suas exigências. A espécie humana é de todas e sem comparação a que tem maior tempo de infância e adolescência, que ocorrem mais ou menos durante 1/3 da vida. É um grande período de aprendizagem. O homem ao nascer é totalmente desprotegido. Quase tudo deve ser aprendido e quase nada do que é herdado é mantido no ser humano.

Concepções de aprendizagem. Aprendizagem empirista, apriorista e interacionista.

A visão empirista liga aprendizagem a experiência. O ser humano, o que ele aprende depende dos estímulos do meio. Grande nome é John Locke e sua ideologia. O homem quando nasce é uma tabula rasa que vai recebendo seus estímulos externos e daí vai-se desenvolvendo. Dentro da visão empirista, é relevante citarmos a corrente psicológica ligada à mesma e cujo maior nome é Skinner. A psicologia para se tornar ciência deve estudar única e exclusivamente as influências do meio sobre o homem. O que importa é o que possa ser medido, quantificado, examinado e reexaminado muitas vezes.

A corrente psicológica entende que apenas importam os estímulos externos como fonte de manipulação comportamental. Um exemplo seria o de transformar uma criança por manipulação comportamental no que os adultos esperam que ela seja. O behaviorismo deu base a uma proposta pedagógica prevalente sobre o ensino brasileiro, isso em fins da década de 60, toda a década de 70 e início da década de 80. Essa proposta denominou-se tecnicista ou tecnicismo, em cujo papel central do ensino repousa a figura do professor. Se o aluno não aprende, significa apenas que ele apresenta alguma deficiência ou não possui maturidade suficiente para tal atividade. Temos então uma passividade conferida ao aluno pelo sistema behaviorista.

A aprendizagem se dá por influência dos estímulos do meio. O papel do professor é estimular. O indivíduo emite comportamento em nível operante (ou seja, sem condicionamento) e este sofre influência do reforço do comportamento desejável; assim o aluno que faz o tema de casa deve ser elogiado e reforçado tal comportamento.

Visão apriorista ou visão preformista ou inatista. Para a mesma o homem é passivo, mas se acredita em condições inatas que se manifestariam através da maturação do mesmo. Nessa visão o homem possui já suas características pessoais gravadas no programa genético. Confere muito menos valor ao ambiente do que o faz a corrente empirista. O grande nome filosófico referente ao apriorismo é Kant.

A proposta pedagógica associada a visão apriorista é a gestalt, cujo nome de destaque é Köhller. Tal proposta acredita na capacidade natural do homem para resolver problemas. Gestalt é uma palavra alemã que significa configuração ou forma. A gestalt deu origem a métodos de ensino, mas não se transformaram esses métodos em grandes tendências pedagógicas, tendo maior influência nas situações de alfabetização, especialmente nos métodos que utilizam contos e outros mais analíticos. Na pedagogia trabalha com insights e brainstorming, sempre com base na genética e não na influência externa.

Para os interacionistas o homem não se perfaz nem com a influência do meio nem com a influência genética e tampouco com a hibridização dessas duas tendências. O homem não é produto do meio e nem de herança genética, mas um ser ativo, que efetiva trocas com o meio ambiente. Nessa interação criará uma história social que caracterizará sua possibilidade de progresso pessoal. Tudo dependerá de construções, de um conjunto de possibilidades na interação com o meio. Os interacionistas acreditam no livre arbítrio. O grande nome dos interacionistas é Piaget.

A visão interacionista deu origem ao construtivismo, pelo qual todo conhecimento é construído pelo sujeito. Aqui, a intervenção do professor deve ser a de propor desafios aos alunos no sentido de buscar o conhecimento e não o de estimulá-lo (visão empirista) e nem fazê-lo descobrir via insight (visão apriorista).

VISÃO DA INTELIGÊNCIA SEGUNDO AS DIFERENTES LINHAS DE PENSAMENTO PEDAGÓGICO

( EMPIRISMO, APRIORISMO E INTERACIONISMO).

Para os empiristas a inteligência depende da estimulação do meio, para os aprioristas depende da carga genética individual. A psicologia entendia até 1930 que a inteligência era herdada, logo, tinha uma visão apriorista. Assim, a inteligência estaria ligadaa história relativa de cada geração, ou seja as próprias características de personalidade seriam produtos da herança genética. A partir de 1940, através de estudos de gêneros, das características monozigóticas em locais diferentes, percebeu-se que quanto maior as diferenças do meio, maior as diferenças entre esses parâmetros citados. Para Piaget a inteligência é mais uma questão qualitativa do que quantitativa. Ele observa quatro tipos de inteligência: a sensório-motora, a pré-operatória, a operatória concreta e a operatória formal.

O QI é indicado pelo quociente entre a idade mental e a idade cronológica multiplicada por cem. Vejamos como seria a situação de uma criança de quatro anos: 4 anos : 4 anos x 100 = 100. Assim, o QI 100 é considerado sempre como normal. Igualmente o QI parte de um prassuposto de estabilidade.

Os interacionistas entendem que o desenvolvimento individual depende de dois grandes potenciais: o desenvolvimento ilimitado das capacidades humanas e das possibilidades do meio que podem influir de maneira diferente nos indivíduos. Irmãos homozigóticos com grande semelhança genética e criados no mesmo ambiente podem ter desenvolvimentos individuais bem diferentes, que se manifestam por opções distintas. Para os interacionistas, no estabelecimento da inteligência há uma relação com as características de seletividade do aprendizado, com condições particulares e com a combinação de possibilidades que geram tais tendências. Para os interacionistas o homem não tem comportamento passivo (como sustentam os empiristas) nem é resultado de condições relacionadas a heranças genéticas (como sustentam os aprioristas) mas é ativo e a sua inteligência se fará no intercâmbio de suas experiências com o meio.

TEORIAS BEHAVIORISTAS DE APRENDIZAGEM (VISÃO EMPIRISTA)

Aos behavioristas importam unicamente os comportamentos que podem ser diretamente observáveis e passíveis de medição. Os comportamentos possuem duas categorias: os do tipo respondente e os do tipo operante.

Os comportamentos respondentes são aqueles nos quais se apresenta uma reação específica do sujeito a um determinado estímulo do meio. Tal comportamento chama-se de comportamento eliciado, produzido, causado pelo estímulo. Antigamente seria dito comportamento “involuntário”. Exemplos seriam a dilatação ou a contração da pupila na medida do aumento e diminuição de luz. Outro seriam as reações ligadas a área neurológica especialmente do SNA (sistema nervoso autônomo) como o arco reflexo e assim por diante.

CONDICIONAMENTO SIMPLES (PAVLOV)

Emparelhamento (pareamento, associação) é que conduz ao condicionamento respondente condicionado ou seja, a aprendizagem.

Estímulo incondicionado sempre iniciará um reflexo incondicionado.

Estímulo neutro em verdade não existe, pois o significado “neutro” é sempre relativo a uma comportamento específico, esperado, a que estamos nos referindo. No exemplo do cão (Livro), na primeira vez que ocorreu o estímulo, ele era neutro em relação a salivação do cão, pois não eliciou, não provocou qualaquer reação no animal.

Os estímulos podem ser incondicionados, neutros ou condicionados.

Todo estímulo condicionado anteriormente foi neutro.

Atividade:

“Um bebê de nove meses de idade, chamado Alberto, serviu de sujeito. Inicialmente foi mostrado a Alberto um rato branco domesticado, o qual, à primeira presentação, apenas suscitou curiosidade por parte da criança. Depois de Alberto ter tido a oportunidade de observar o rato à vontade, o animal foi retirado de sua visto. Depois, o rato foi apresentado de novo e, ao mesmo tempo, o pesquisador fez soar um ruído alarmante (pancadas de martelo numa barra de aço) por trás de Alberto. Esse ruído assustou a criança e fez que ela chorasse. Depois da combinação da apresentaçãodo rato com o ruído forte durante aproximadamente cinco tentativas, os pesquisadores voltaram a apresentar o rato sozinho. Desta vez a vista do rato foi suficiente para fazer Alberto chorar. (Mednick, pag 49-50)”

I – Identificar, em relação ao texto acima:

1 – estímulo incondicionado

2 – estímulo neutro

3 – estímulo condicionado

4 – emparelhamento

5 – comportamento respondente incondicionado

6 – comportamento respondente condicionado

II – O choro da criança resultante do ruído alarmante é um exemplo de:……………

III – O choro da criança resultante da apresentação do rato branco sozinho é um exemplo de:…………….

Respostas

I, 1 – produzir ruído alarmante

I, 2 – presença do rato branco (não faz Alberto assustar-se)

I, 3 – rato branco

I, 4 – ruído forte + rato branco (simultaneamente por mais ou menos cinco vezes)

I, 5 – assustar-se/chorar com ruído alarmante

I, 6 – chorar quando o rato aparece, por emparelhamento

II – condicionamento respondente incondicionado

III – condicionamento respondente condicionado

CONDICIONAMENTO OPERANTE DE B. F. SKINNER

Visão empirista de homem e de mundo – o homem é produto do meio em que vive.

O modo como vivemos é em razão do meio ambiente e só, sem conferir nada à herança genética. Para os empiristas o livre arbítrio não existe.

Extinção respondente é usada contra o condicionamento comportamental, consistindo em encontrar um estímulo que seja incompatível com o estímulo eliciado, jamais o estímulo neutro, considerando-se aqui que o estímulo eliciado corresponde ao estímulo condicionado.

Dessensibilização significa enfraquecer a reação a um determinado estímulo.

Extinção operante significa suprimir o reforço, tanto positivo quanto negativo.

Reforço positivo – a apresentação de um estímulo como conseqüência de um comportamento. Exemplo: quanto um rato de laboratório toca em uma alavanca, recebe queijo.

Reforço negativo – é quando há a retirada de um estímulo como conseqüência de um comportamento, como por exemplo, de um estímulo aversivo.

Os reforçadores podem ser primários, secundários e generalizados. Serão reforçadores primários os estímulos que satisfazem necessidades primárias, biológicas, como por exemplo, comida, bebida, abrigo, etc.

Os reforçadores primários são universais, o que é uma vantagem mas só são eficientes quando há a nacessidade do sujeito, o que é uma desvantagem.

Os reforçadores secundários são estímulos emparelhados a um reforçador primário, como quando a mãe chega perto da criança quando essa chora, e traz alimento. Os reforçadores generalizadores são os estímulos emparelhados com mais de um reforçador, como por exemplo o afeto, o ódio, a atenção, aprovação, dinheiro, ….

MODELAGEM

Quando um comportamento dificialmente ocorre ou dificilmente é emitido no repertório original ou ainda quando é de natureza complexa e não é possível condicioná-lo através de reforçamento direto, temos a possibilidade da modelagem, que significa reforçar comportamentos que se aproximem da resposta final desejada pelo modelador.

Esquemas de reforçamento

Reforçamento contínuo “todas as vezes”, “sempre que”; talreforçamento é recomendado no início de cada processo de reforçamento.

Reforçamentos em intervalo, podendo ocorrer em intervados fixos e variáveis.

Reforçamentos em razão, associados ao número de ocorrências do comportamento a ser reforçado.

Por último, o reforçamento intermitente, ocasional.

PUNIÇÃO

É um tema polêmico em educação, que Skinner definiu em termos de apresentação de um estímulo aversivo frente a um comportamento indesejável e retirada de um reforço positivo frente ao comportamento indesejável.

São efeitos da punição a inibição temporária ou seja não há enfraquecimento ou dessensibilização em relação a um determinado estímulo, mas tão-só uma inibição temporária; generalização é um efeito da punição ou seja, os comportamentos próximos àquele desencadeador da punição são igualmente atingidos.

Por fim, outro efeito da punição são as contingências punidoras, ou seja, assim que o agente punidor sair do campo visual do punido é muito provável que o último volte a manifestar o comportamento inibido.

Pune-se pelo comportamento operante, ou seja o efeito imediato da punição reforça o ato de punir, mesmo porque a punição não educa.

Atividade.

Fazer um quadro comparativo entre o condicionamento simples (Pavlov) e o condicionamento operante (Skinner).

Item ou

critérios Condicionamento

simples Condicionamento operante

Teoria Pavlov Skinner

Processo Emparelhamento Reforço

Modificação de compto Extinção respondente Extinção operante

Comportamento Eliciado Emitido

Medida Magnitude e latência Freqüência

APRENDIZAGEM COGNITIVA DE PIAGET

Visão de homem e de mundo

Piaget é interacionista e assumiu plenamente tal condição. O homem é uma construção, há uma interação do homem com o seu meio. Tudo o que nós aprendemos depende da atividade humana, não havendo viés empirista ou apriorista.

A inteligência é capacidade de adaptação e envolve mudanças de natureza estrutural, quanto melhor adaptado melhor se adapta as mudanças do meio, entendida aqui tal adaptação no sentido darwiniano, portanto biológico.

Estruturas piagetianas

Para Piaget todas as pessas devem passar por todos os estádios abeixo seguindo uma seqüência rigorosamente igual, não havendo queima de tais etapas. Tal desenvolvimento, diz Piaget, é universal. As passagens de desenvolvimento cognitivo são chamadas de créodos.

Estruturas

Sensório-motora: aqui a inteligência se manifesta através de respostas aos estímulos percebidos sensorialmente.

Pré-operatória – tem função semiótica ou representativa ou simbólica (aparecimento da inteligência). A criança não precisa estar em contato direto com os objetos para resolver seus problemas, dando-se o início da capacidade de pensamento, que é pré-lógico ou intuitivo, não sendo considerado ainda lógico se tomarmos como referência a logicidade do adulto.

Operatória concreta – está baseada nos fatos e nas experiências que a criança teve, já com o surgimento da lógica.

Operatório-formal – a inteligência já entende hipóteses, proposições e idéias, allém daquela entendida como operatóriaconcreta

Aspectos sociais e visão de Piaget

O desenvolvimento social tende à democracia, que não pode ser confundida com anarquia, tendo uma passagem obrigatória pela tirania.

A criança pequena é anárquica – egocentrismo radical – desejos devem ser satisfeitos imediatamente, ela entende que as pessoas e objetos são extensões dela própria e assim reage quando suas vontades não são satisfeitas – período de anomia – é impulsiva e não se submete a regras externas, se orientando pelo princípio do prazer (ato reflexo + processo primário). Com o decorrer do tempo o princípio do prazer é substituído pelo princípio da realidade (Freud) . Anomia significa negação de regras e valores. A – negação + Nomia – regras, valores. ”. Enquanto a criança é egocêntrica (fase anárquica) é inútil discutir com ela. O princípio do egocentrismo é generalizar para o outro o que ela deseja. Não se dá conta dos outros lados das percepções e desejos. Argumentações contrárias ao desejo das crianças devem ser objetivas e simples; mesmo assim a criança ficará insatisfeita, mas estará construindo a etapa seguinte.

Quando a criança evolui e conhece os princípios da realidade, ela entra no jogo adulto: ou se submete ou impõe àqueles a sua vontade. Para Piaget o respeito é a fusão entre o medo e o amor que ocorre entre a criança e o adulto. Quando não há limites coerentes, a criança pode comandar os comportamentos. Para isso grita e esperneia e os adultos se submetem. No plano moral quanto no plano intelectual há heteronomia. Hetero significa “diferente” – as regras a que a criança deve se submeter não tiveram a participação da mesma: outros as definiram. Não há espaço para negociações. O adulto define: “ou isso ou aquilo“. Se a criança está em processo, aceita o limite por respeito, que depende da história de interação do adulto e da criança. No plano intelectual ela busca o conhecimento em outras pessoas (por que? Como? Quem?). Tudo em período pré-operatório. A heteronomia intelectual crê que o conhecimento está no outro em quem a criança vai buscar o mesmo. Em termos pedagógicos, essa é a postura da escola tradicional com linhaempirista.

As relações democráticas apontam como pré-requisito a superação do egocentrismo. Duas pessoas ao interagirem tem a capacidade de se colocar no lugar da outra. Participação no processo de tomada de decisões, sendo necessária liberdade para tanto (não estamos nos referindo à anarquia). Participar de decisões exige responsabilidade e cumprimento do que for decidido. As relações democráticas envolvem progressão, reciprocidade, superação do egocentrismo. Entende-se por reciprocidade nenhum dos participantes colocar-se em condição ou status de superioridade em relação aos seus pares, ou seja, deve haver igualdade nas relações interpessoais. O processo democrático é progressivo. Recombinar uma regra não significa quebrá-la unilateralmente, nem submeter o outro a constrangimentos. A democracia está para a autonomia moral e intelectual. Autonomia significa participar do processo de tomada de decisões; na autonomia moral há um acordo com terceiros; do ponto de vista intelectual a pessoa busca ativamente o domínio de conhecimentos por si mesma. No plano das relações sociais nem todos conseguem alcançar relações democráticas. Não há queima de etapas.

Pequeno quadro comparativo

Anarquia Anomia

Tirania Heteronomia moral, intelectual

Democracia Autonomia moral, intelectual

Conhecimento segundo Piaget

Piaget refere três tipos de conhecimento: físico, lógico-matemático e social.

Para Piaget o conhecimento social é o resultado de uma construção progressiva: alguém interessado que interage com o meio para obter o conhecimento desejado. Todas as ações da criança sobre o meio dependem da dialética entre assimilação e acomodação. O conhecimento já dominado origina ou dirigem novos interesses e novas ações.

Conhecimento físico é o retirado diretamentoe do objeto (propriedade inerente ao objeto do conhecimento) – cor, volume, material, etc. Tais conhecimentos dependem de descobertas (o que é algo ser leve, maior, menor, pesado, de plástico, aceitar ser riscado, etc).

Conhecimento lógico-matemático resulta de relações que o sujeito estabelece com o objeto. É uma coordenação de ações que exigem operações concretas. Um objeto é maior ou menor em relação a uma referência explícita. A relação lógico-matemática não tem a ver com a natureza do objeto ou dos objetos, mas da relação particular que é estabelecida entre o sujeito e o objeto. Segundo Piaget é uma invenção.

Fatores que explicam o conhecimento cognitivo.

São mudanças do estádio sensório-motor até o estádio operatório-formal. Tais mudanças ocorrem através de:

Maturação, ou seja, muitas ações dependem de determinadas maturações biológicas (ver, apreender objetos, correr, etc), sendo tal maturação esencial para a aprendizagem cognitiva. Um exemplo seria a área de Broca e a área de Wernicke. A área de Wernicke é a de representação cerebral e a de Broca é a que transforma essa representação na fala. No recém nascido não estão ainda completamente formadas.

Experiências devidas aos exercícios físicos e lógico-matemáticos. Tem de haver um envolvimento para o sujeito chegar a aprendizagem.

Transmissões educativas, que prevalecem até o nível de heteronomia – o conhecimento é transmitido (nome de palavras, convenções), sendo mais um fator de possibilidade do que de estimulações (culturas que não trabalham com a idéia de números, culturas iletradas, etc).

Equilibração ou reequilibração – o que leva alguém a agir, é o conhecimento que gera novas lacunas; assim, o que leva a agir é um desequilíbrio cognitivo. Cada conhecimento novo assimilado deve ser integrado ao conhecimento anterior. Equilibração é cada novo conhecimento integrado a um novo equilíbrio.

PIAGET – IMPLICAÇÕES EDUCACIONAIS

Os conceitos de aprendizagem ligados a Piaget são distintos dos mesmos conceitos se verificados em Vigotsky.

Para Piaget a aprendizagem depende do conhecimento cognitivo do sujeito.

Para Vigotsky. a aprendizagem é o que possibilita o desenvolvimento do sujeito.

Para Piaget alguém aprende quando apreende um conhecimento novo e o insere a uma estrutura cognitiva que o sujeito já possui. O sujeito, pela aprendizagem, modifica esquemas mentais.

MOTIVAÇÃO EM PIAGET

Para os behavioristas a motivação está fora do sujeito, que deve ser estimulado e através das respostas a esses estímulos, aprenderia.

Para os aprioristas a motivação é intrínseca ao sujeito, dependendo da maturação do mesmo e a aprendizagem surge de acordo com as necessidades desse mesmo sujeito.

Piaget entende que o sujeito não está programado para interessar-se.

A origem do interesse estaria na estrutura cognitiva em realização. O modo de lidar com os problemas dependeriam da visão da realidade que ele possui.

Para o sujeito ser desafiado por um tipo de conhecimento deve ter estrutura cognitiva para tanto. O sujeito que está em desequilíbrio cognitivo é levado a agir. A satisfação de uma necessidade de conhecer depende do que o sujeito já havia conquistado, pois na relação equilíbrio/desequilíbrio novas necessidades surgem.

A motivação humana, para Piaget, está na estrutura cognitiva e no processo dialético, entendendo que nunca o homem atingirá um patamar final de equilibração.

Aqui a afetividade liga-se ao interesse em agir e buscar novos conhecimentos, gerado na estrutura cognitiva que o sujeito já possui. Nessa perspectiva, não é o professor que incentiva aos seus alunos, mas problematiza, gerando situações de desequilíbrios e desafios cognitivos.

Outrossim esse desequilíbrio somente acontecerá se o desafio cognitivo proposto for adequado ao nível cognitivo desse aluno.

Este o papel do professor que segue a linha piagetiana.

Para Piaget o conhecimento é processo contínuo de construção, onde o aluno deve aprender por sí próprio, devendo o professor intervir no sentido de mobilizá-lo de acordo com a estrutura cognitiva do aluno.

AVALIAÇÃO EM PIAGET

Piaget não discute quais são os melhores instrumentos de avaliação. Se o objetivo da educação é autonomia, o professor deve observar o aluno para que a mesma seja desenvolvida.

Para Piaget o mais importante é instrumentalizar o pensamento lógico-matemático, servindo a avaliação para que o professor defina em que ponto de construção cognitiva o sujeito está e quais as condições que o sujeito apresenta para aprender dentro de sua estrutura cognitiva.

Para o professor avaliar deve compreender muito bem a estrutura cognitiva do aluno, dentro de sua área. O aspecto mais importante é saber qual seu desenvolvimento dentro da estrutura cognitiva.

Para Piaget erro construtivo é a criança levantar uma hipótese silábica quando está no nível alfabético. No entanto, quando o erro não for construtivo, deverá o professor redescobrir o uso correto do conhecimento.

Motivação

A motivação é intrínseca quando é relevante ao sujeito e extrínseca quando não é significativa para o sujeito. O problema da motivação extrínseca é a dependência da performance em relação a atividade proposta. “Pofesssor, tirei boa nota?”; “Professor, tal atividade vale nota?”

Diferenças entre atenção e distração

Atenção é o abandono de atividades periféricas, com orientação para estímulos específicos. A atenção, também dita concetrnação varia de pessoa para pessoa. A questão da atenção é relativa ao processo de maturidade da função inibitória.

Distração alterna estímulos e não mantém o foco sobre um específico estímulo. Questões de déficit de atenção. A criança não é capaz de manter atenção por longo tempo pois não desenvolveu ainda processos inibitórios ou desinibitórios em relação aos estímulos. Na situação de déficit de aprendizagem a pessoa deveria sempre realizar atividades variadas e de curta duração.

Quanto mais cansada a pessoa menos atenção ela terá. Para o aluno do noturno, o professor deveria usar sempre situações de aula semelhantes ao desenvolvimento de aula para crianças, em razão do cansaço acumulado durante o dia, variando assim as atividades para procurar manter o foco e usando sempre feedback (retorno da atividade proposta).

FORMAS DE INTERVENÇÃO RELATIVAS A MOTIVAÇÃO

Dependendo de como o professor instruir ou orientar uma turma poderá haver ou não mobilização para a atividade proposta.

Instrução/orientação – variáveis

Tempo. Aqui se refere ao ritmo individual de aprendizagem. Proposições de situações com alternância de atividade individuais e grupais podem ser interessantes.

Feedback. Interessante que o retorno da atividade proposta seja imediato para que o aluno saiba se está ou não aprendendo. Sempre o feedback deverá ser positivo, informando a maneira correta e não errada de resolver a atividade.

Crítica construtiva sob forma de pareceres.

Nos pareceres seria interessante seguir a seguinte ordem:

(a) destacar aspectos positivos

(b) analisar inadequações

(c) apresentar sugestões de melhoria.

Manejo emocional é uma forma de intervenção do professor

Experiências agradáveis facilitam as evocações ou lembranças e o sujeito tenderá a repetição das mesmas.

Quando o aluno aprende algo, deve ser valorizado.

A criança e o adolescente dependem muito do êxito e da aprovação. (Tem adulto movido a reforço!)

Experiências desagradáveis facilitam as evocações ou lembranças mas aqui o sujeito tenderá a evitação da experiência.

Quanto menor a maturidade mais drástico é o efeito do fracasso na construção da autonomia da criança. Os educadores devem evitar, dentro do possível o fracasso.

As punições não podem ser intensas. É preferível usar reforço do comportamento desejado do que ressaltar aspectos negativos. Não chamar atenção, dentro do possível, sobre o erro.

Experiências indiferentes são aquelas que caíram no esquecimento.

Quando é preciso contar até 10! É necessário que o professor não perca seu equilíbrio emocional, o que é indicativo de maturidade.

Intervenção no grupo

Facilitação social (audiência).

O simples fato de estar com outros aumenta a mobilização, havendo uma competição inconsciente, é o que se admite. Tal competição saudável ajuda na resolução da atividade.

Na audiência fatores relativos a mesma podem ou não facilitar a aprendizagem, desde que o professor mantenha sob observação algumas variáveis que são importantes no sentido de não constranger o aluno. As crianças pequenas são pouco influenciadas pela dinâmica de grupos, mas os maiores (adolescentes) são muito influenciadas pelas conseqüências desse tipo de atividade.

Competição.

Na competição é ressaltado o individualismo. “Quem terminar primeiro…” “Quem acertar mais…” Esses são exemplos de competições que geram desestímulo, não são mobilizadores para a maioria, pelo que não são recomendadas.

O interessante seria a auto-competição, na qual o aluno compara seu desempenho atual com seu desempenho anterior, havendo obrigatoriamente feedback. Para tal tipo de atividade o professor tem de ser criativo, especialmente para manter o controle de tal evolução. Poderia montar um fichário e usar um padrão quanto aos exercícios, por exemplo, cinco exercícios ou atividades sendo 2 fáceis, 2 médias e 1 difícil. No caso a auto-competição é recomendável porque é um estímulo a melhoria de desempenho do aluno.

Cooperação.

A cooperação tem dois sentidos, ou todos cooperam para ajudar o outro ou todos cooperam para alcançar o mesmo objetivo. Em termos médios, é mais demorado conseguir-se resultados pela cooperação em relação por exemplo ao tempo dispendido na competição. O trabalho em grupo demanda mais tempo, mas a qualidade é maior.

Competição entre grupos ou gincana.

No caso há formação de equipes para se mobilizarem e aprenderem. Os grupos devem ser homogêneos, com rotação entre os seus componentes e auto-escolhidos.

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