Brevíssimas anotações sobre psicologia da educação


PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

PSICOLOGIA

O marco histórico da psicologia, enquanto ciência, ocorreu em Leipzig, Alemanha, em 1879, quando Max Wertheimer criou o primeiro laboratório experimental em psicologia, com método de pesquisa reconhecido internacionalmente.

Até então a psicologia era considerada um ramo da filosofia.

A psicologia estuda o comportamento humano e sua relação com a experiência.

O foco da psicologia é a subjetividade.

Aqui, conceitua-se comportamento de uma forma mais abrangente do que o fazem os behavioristas.

CONCEITO DE EDUCAÇÃO

Educação é um processo de influenciação social, intencional ou não e que não se restringe às relações professor-aluno ou pais-filhos, masa um continuum de opções e decisões ao longo da vida, onde ocorrem revisões e redirecionamentos. Há relação estreita entre educação e ensino,inflluenciando direta ou indiretamente pessoas e/ou grupos.

Para Durkheim, educação é ajustamento, concebida como influência das gerações mais antigas sobre as mais novas para ajustá-las às sociedades em que conviverão. Este conceito pode ser entendido  como conformismo social.

O ensino é uma estratégia, uma influencia para que uma intenção específica seja alcançada.

PERSONALIDADE

A personalidade é um tema central. Para o leigo personalidade é algo distinto do corpo. Para Gordon Allport, é uma organização dinâmica no indivíduo dos sistemas psicofísicos que determinam um processo de ajustamento único ao meio, havendo interrelação entre o equilíbrio físico e mental, sendo todos interdependentes.

 A personalidade é dinâmica e individual se modificando de acordo com a vida do indivíduo.

Em biologia, organização é um todo que pressupõe partes, das quais depende para funcionar e dar respostas adequadas às suas necessidades, existindo uma relação de interdependência entre as partes, de tal modo que o comprometimento de uma delas afeta o todo.

A organização da personalidade é individual e se constitui com o desenvolvimento da pessoa, estruturando-se desde o nascimento. Depreende-se que o indivíduo modifica os seus padrões comportamentais continuamente.

Para os psicólogos os sistemas psicofísicos são

(a) a constituição,

(b) o temperamento e

(c) o caráter.

Constituição – Aqui importam o gênero, características físicas, equilíbrio ou desequilíbrio hormonal, capacidades físicas, etc. O funcionamento do corpo afeta a pessoa em sua integralidade. Basta citarmos episódios como TPM, menopausa, gravidez, ou alterações do dia-a-dia que provocam igualmente alterações comportamentais como sede, fome, sono, etc.

Temperamento – Tendência básica individual de reagir de um certo modo a determinadas condições do meio. É um padrão de comportamento. Segundo Jung o temperamento depende da interação entre os fatores psicológicos e orgânicos. Assim, haverão indivíduos mais introvertidos ou extrovertidos, mais ou menos reflexivos.

Caráter – É o único totalmente adquirido, aprendido ao longo de toda a vida, especialmente na primeira infância. Na teoria psicanalítica de Freud, a criança só possui id, mas o ego e o superego estão em construção; assim ela não tem a personalidade totalizada, em razão de que inexiste maturação biológica para tanto.

TEORIA FREUDIANA DA PERSONALIDADE

Segundo Freud, personalidade implica em estrutura e desenvolvimento. A compreensão da estrutura é inseparável do processo de desenvolvimento, através do qual a primeira evolui. O comportamento, portanto, depende da existência de uma estrutura e de seu desenvolvimento.

Na concepção freudiana os sistemas psicofísicos serão

(a) o id,

(b)o ego

(c) e o superego.

Id é o sistema original, matriz de onde o ego e o superego se estruturam e se diferenciam. Consiste em tudo o que é herdado, inclusive os instintos. É um reservatório de energia que põe em funcionamento os outros sistemas, estando relacionado com os processos corporais, dos quais retira sua força.

O objetivo do id é evitar a dor e obter prazer.

O id não tolera energias muito intensas sentidas como estados desconfortáveis de tensão. Atua para minorar/afastar tensionamentos. O id é impulsivo e inconsciente, mas o inconsciente é mais do que o id.

O id se orienta pelo princípio do prazer, cuja qualidade básica é a equilibração, alcançado, por exemplo, pelo sonho, o sono ou a fome.

O ego é o executivo da personalidade e tem o papel de controlar a direção das ações, promovendo a integração entre o id e o superego.

Se orienta pelo princípio da realidade, que consiste em reprimir a descarga da tensão até que seja encontrado o objeto apropriado de satisfação da necessidade, portanto suspende temporariamente o princípio do prazer.

O ego é a parte organizada do id.

Os objetivos do ego são garantir a reprodução da espécie e  manter a vida.

O ego, regido sob o princípio da realidade tem como funções pensar, perceber, planejar e decidir, utilizando como critério a seletividade, vista como um sensor  que atua ligando ou desligando estímulos, sendo também responsável pela memória.

Superego é o conjunto interno de valores e ideais tradicionais da sociedade, transmitidos pelos pais e reforçados pelo sistema de recompensas e castigos. Representa mais o ideal que o real e tende mais para a perfeição que para o prazer. Decide sobre o certo e o errado e opõe-se ao id e ao ego. O superego é uma constução cultural.

O superego trabalha com as circunstâncias de orgulho e de culpa. O desequilíbrio entre ambas pode levar à depressão. O psicopata não tem sentimento de culpa.

Síntese:

Id componente biológico da personalidade : princípio do prazer

Ego componente psicológico de personalidade: princípio da realidade

Superego componente sócio-cultural da personalidade: princípio do ideal

TEORIA HUMANISTA DE CARL ROGERS

Enfatiza a atividade consciente. O conceito cultural da teoria humanista é o “self” (“eu”).

Qual o sentido que Rogers dá ao “eu”, “eu mesmo” e “self”?

Compreende o padrão organizado de percepções, sentimentos, atitudes e valores que o indivíduo acredita serem exclusivamente seus.

Conjunto de características que definem o “eu”: é o componente central da experiência total do indivíduo, envolvendo a auto-imagem e uma conscientização de si mesmo.

As pessoas desajustadas tem distorcida a visão de si mesmas. Tais distorções maximizam ou minimizam tais visões.

As pessoas ajustadas tendem a aproximar a imagem do “eu” real e do “eu ideal”, eliminando em grande parte ou totalmente as distorções havidas; além disso tendem a aceitar suas próprias limitações. A importância do conceito de “eu” ideal é grande na teoria rogeriana; a diferença entre o que a pessoa é e o que ela gostaria de ser (“eu ideal”) pode gerar processos de ansiedade.

Para Rogers o motivo básico da atividade da pessoa é a sua realização. Dizemos que a tendência para a realização pessoal é o esforço no sentido da congruência entre o “eu” e as experiências. Para Rogers o ser humano tem uma tendência natural para desenvolver todas as suas capacidades. A congruência é a harmonia, a consistência entre o “eu” e as experiências do indivíduo. Por outro lado, incongruências são as discrepâncias entre o “eu” e as experiências concretas do indivíduo, gerando tensões e desajustes.

Terapia centrada no cliente.

As experiências são geralmente consscientes mas podem tornar-se inconscientes quando ameaçam o conceito de “eu” do indivíduo. Quando prevalecem as experiências inconscientes tal indica que o indivíduo está realizando uma perda de contato com a realidade objetiva.

Para Rogers as necessidades do ser humano de atenção, aprovação, amor, simpatia e respeito podem tornar-se mais poderosas do que mesmo as necessidades biológicas.

Propostas de intervenção.

Condições necessárias para produzir mudanças na personalidade – as qualidades inerentes ao terapeuta são as atitudes naturais do verdadeiro facilitador, não podendo ser fingidas para a efetividade de uma técnica.

Pré-facilitador rogeriano

Autenticidade do terapeuta – o mesmo se apresenta como pessoa real, tal como é, não precisa aparentar ou usar alguma “fachada”; comunica aquilo que pensa, sente e vive e se encaminha para um encontro pessoal direto com o cliente. O facilitador expressa seus sentimentos, sejam eles de entusiasmo, tédio, interesse, irritação ou simpatia

Confiança básica em relação ao terapeuta ou atenção positiva incondicional – o terapeuta deve ter apreço autêntico ao cliente, a seus sentimentos, suas opiniões, sua pessoa (interesse não possessivo); envolve aceitação incondicional da pessoa do cliente. Envolve confiança na capacidade do grupo de resolver o potencial humano que há no próprio grupo e em cada um de seus membros separadamente.

Compreensão empática é a habilidade de compreender as reações íntimas do cliente e dar-lhe clima de confiança; Empatia significa estar na situação do outro e ver com os seus olhos; não significa, contudo, avaliar.

A qualidade mais importante do facilitador rogeriano é a autenticidade. A terapia não-diretiva cria uma situação que favorece a aceitação pelo cliente de suas experiências quando seu “eu” não é ameaçado e suas informações apresentadas ao terapeuta não são por este reguladas pelo terapeuta. A relação terapêutica favorece a congruência entre o seu “eu” real e o seu “eu“ ideal tornando-o menos defensivo e ansioso.

NÍVEIS DOS PROCESSOS PSÍQUICOS (TEORIA TOPOLÓGICA DE FREUD)

A novidade na teoria freudiana foi a ênfase ao inconsciente. A teoria topológica foi a primeira, dividindo os processos psíquicos em três grandes níveis:

NÍVEIS DOS PROCESSOS PSÍQUICOS

Qualquer comportamento recebe a influência desses três grandes níveis dos processos psíquicos.

Inconsciente

Conteúdo do inconsciente:

experiências reprimidas de natureza traumática para o sujeito que as vivenciou. As mesmas são retiradas do nível consciente, mas continuam exercendo enorme influência sob o sujeito. As pessoas não esquecem porque querem, mas sim aqueles fatos que as fariam sofrer de novo e que lhe são intoleráveis.

fatos genuinamente inconscientes, que são os relativos ao funcionamento orgânico e que influem no nosso comportamento, inexistindo repressão. São eles tpm, snc, snp, sistema endocrinológico, glandular, etc.

Subconsciente ou pré-consciente

Conteúdo do subconsciente:

é tudo que pode estar acessível ao consciente; é o que eu posso ou consigo lembrar quando tenho necessidade.

Consciente

Conteúdo do consciente

vivência presente é toda atividade sensorial perceptiva mais os atos motores com os quais o sujeito está se envolvendo.

a memória resgatada é consciente

CAMINHOS TERAPÊUTICOS DE FREUD

Hipnose, catarse (livre expressão do pensamento e dos sentimentos da pessoa em livre associação) e a interpretação dos sonhos. Todos são caminhos para o inconsciente.

INCONSCIENTE:

Mecanismos para entender os sonhos:

Mecanismo de condensação, no qual um objeto representa vários desejos simultaneamente. Funciona como uma descarga do inconsciente. Os temas dos sonhos são o hoje e o passado, atual ou remoto, jamais o futuro.

Mecanismo do deslocamento no qual um acontecimento importante do sonhoo pode dar lugar a um menos relevante (há influência do inconsciente, no seu papel de repressão àquelas memórias traumáticas).

Mecanismo de simbologia considerando que o ser humano é representativo por natureza; existem múltiplas formas de simbolizar tanto as realidades quanto as experiências.

[PIAGET]

Segundo o mesmo há cinco funções simbólicas ou semióticas: a imagem mental, a imitação, o jogo simbólico, o desenho (cor, traçado) e a fala.

Ajustamento é o equilíbrio que o indivíduo alcança entre suas demandas internas e externas (originadas do meio). A diferença entre ajustamento e desajustamento é a forma como a pessoa lida com tais demandas.

O conflito se estabelece quando o indivíduo deve optar entre duas ou mais alternativas ou situações que se excluem mutuamente. Normalmente os conflitos geram frustrações e, sem dúvida, ansiedade.

Os conflitos tem basicamente três ordens

ORDENS DE CONFLITOS

No conflito aproximação-aproximação o indivíduo deve optar entre duas ou mais situações agradáveis que se auto-excluem. Duas peças de teatro no mesmo horário mas em locais diferentes.

No conflito aproximação-afastamento o indivíduo deve optar entre um acontecimento agradável e outro desagradável mas que, por imposição ou dever moral ou ética adquire o mesmo peso valorativo que o evento agradável. Ir a uma festa ou ao enterro de alguém próximo.

No conflito afastamento-aproximação o indivíduo deve optar entre duas situações com valência negativa. Ex: submeter-se a uma cirurgia delicada ou suportar as conseqüências de uma doença grave.

Frustração – sempre que estou mobilizado ou motivado para uma situação e ocorre um fator que não permite que o indivíduo possa alcançar o seu objetivo. As pessoas ajustadas aprenderam ou aprendem a lidar com as frustrações; não há problemas maiores em relação a frustração desde que a ansiedade gerada não seja intolerável ao indivíduo. Consideram-se três formas de frustração, que são as abaixo apostas.

FORMAS DE FRUSTRAÇÃO

Frustração conflito ocorre em razão de que todo conflito gera diferentes níveis de frustração.

A frustração por demora acontece quando há um lapso de tempo que impede temporariamente a satisfação de uma necessidade ou de um impulso.

Há frustração por entrave quando um fator inesperado impede que a satisfação do desejo do indivíduo possa ser concretizado.

Agressividade

Dizem alguns teóricos que a agressividade se deve à frustração, mas isso não é regra, nem há um grau de correspondência entre frustração e agressividade. Isso depende basicamente da própria organização da personalidade do indivíduo. É importante a questão dos limites.

Ansiedade

Ansiedade estado – em situação normal a ansiedade pode ser gerada pela normal motivação ou interesse no alcance de um objetivo. A ansiedade estado encontra-se sob o controle do indivíduo e faz parte da saúde mental.

Ansiedade sintonia está ligada a um sentimento de apreensão e que permanece sem enfraquecer. Aqui há conflitos não resolvidos. O indivíduo não consegue lidar com sua ansiedade nem descrever a causa da mesma. Os conflitos mal resolvidos levam a insegurança que alimentam o sentimento ansioso. Normalmente as crianças tem reduzida tolerância à ansiedade e frustração.

MECANISMOS DE DEFESA

Na teoria psicanalítica os mecanismos de defesa são competência dos sistema ego, que lança mãos de recursos inapropriados que são os chamados mecanismos de defesa. Nos mesmos o indivíduo não enfrenta os problemas, que são reprimidos. Ao usar tais mecanismos de defesa, em verdade ele “esquece” o problema real que está defrontando, afastando-se do mesmo e criando uma realidade própria, subjetiva.

Embora os mecanismos de defesa busquem atenuar situações conflituosas, um grande problema é justo o seu uso constante, regular pois como existe um divórcioo entre a realidade objetiva e a subjetiva do indivíduo, este poderá, com o tempo apresentar comportamentos associados a psicopatologias. Ocorre quando o ego não é suficientemente estruturado para lidar com as experiências do real.

Devemos considerar que o ego frágil leva o indivíduoo a usar tais mecanismos de defesa de modo sistemático.

Em todos os mecanismos de defesa há o fenômeno do esquecimento, que é real. A pessoa não se lembra do fato.

MECANISMOS DE DEFESA

Repressão é justo o processo de esquecimento, que é provocado pela supressão da lembrança desagradável do indivíduo. Não falamos, contudo, da repressão patológica. Um exemplo comum seria alguém que esquece uma data.

Racionalização é uma forma de lidar com os fatos. Aqui o indivíduo cria uma justificativa lógica para uma situação cuja lógica racionalizada não é coerente com o ato/omissão ou com a situação apontada. Na racionalização a pessoa não tem consciência de que o que diz não possui a lógica de explicar a situação que gerou a necessidade de racionalizar.

Projeção ocorre quando o indivíduo transfere para outra pessoa um problema que é seu. Acontece quando eu vejo em outra pessoa uma característica minha que considero inaceitável, que não sei lidar com ela.

Formação reativa ou formação de reação é muito freqüente em pessoas com superego muito rígido, no qual seu desejo se opõe ao próprio superego, passando então o indivíduo a apresentar comportamento oposto ao desejo real.

Substituição – Ana Freud não entenque que a substituição seja um mecanismo de defesa. Aqui o oobjeto com o qual o sujeito está lidendo é alterado em relação a realidade.

Sublimação para a teoria psicanalítica é o único mecanismo de defesa que pode ser considerado sadio, por não haver repressão, mas uma reorientação do impulso original e não uma repressão do mesmo. Uma mãe, por exemplo, que não possa ter filhos e que adota uma criança, ou alguém muito agressivo que pode encontrar uma profissão que dê vazão a tal agressividade de modo socialmente produtivo.

Compensação ocorre quando o sujeito percebe uma limitação em si próprio e tenta desenvolver outros aspectos, no sentido de destacar-se. Embora haja repressão, tal mecanismo compensatório melhora a auto-estima do indivíduo.

Identificação faz parte do desenvolvimento humano. A mesma não é patológica, no entanto trará problemas quando, em razão de admirar outra pessoa, passa o indivíduo a adotar comportamentos semelhantes àquela. Pode acontecer uma distorção entre o “eu real” e o “eu idealizado”. Existe repressão.

O SISTEMA NERVOSO E O COMPORTAMENTO

Mecanismos fisiológicos do comportamento

Comportamento

Anteriormente estudamos a interação do sujeito com o meio. O mecanismo que proporciona isso é o sistema nervoso, que é o mediador, portanto, entre o sujeito e o meio.

PERCEPÇÃO

Ignoramos a grande maioria dos estímulos que nos chegam. Nem todos os estímulos são percebidos porque há um critério de seletividade, que depende também dos nossos próprios limiares de percepção. Quando percebemos, interpretamos e significamos os estímulos vindos do meio-ambiente ou os ignoramos.

A percepção compreende a interpretação que o indivíduo dá ao estímulo que lhe chega via canais sensoriais. Quando o indivíduo atribui um significado a um objeto ou estímulo dá-se a percepção.

Fatores que influenciam a percepção:

Indícios Internos

motivação que influi por dar foco a determinados estímulos em detrimento a outros.

experiências passadas no sentido de que a aprendizagem tem grande influência na percepção de grupos, idéias, conceitos, preconceitos.

expectativas são influências internas; passo a observar somente determinados comportamentos de terceiros em razão das minhas expectativas ou situações atitudinais. Vejo uma pessoa como “antipática” sem que tenha um firme referencial anterior, assim como ocorre, por exemplo, o “amor à primeira vista”.

Indícios externos

Relação figura-fundo, que poderão ser reversíveis ou ambíguas. Quando presto atenção em algo (estímulo) o demais passa a ser fundo, havendo portanto possibilidade de alternância entre figura e fundo, o que caracteriza uma reversibilidade. A ambigüidade ocorre quando posso entender uma ou outra coisa dependendo de como presto atenção no que se apresenta.

Iinternsidade do estímulo implica dizer que para que o mesmo seja percebido, deve haver intensidades e limiares distintos.

Contrasto – todo ritmo da música é que traz o contraste. Podemos destacar uma figura aumentando ou diminuindo contrastes, o que traz uma grande influência na percepção.

Agrupamento dependendo de como os estímulos estão graficamente postos, posso entender tratar-se de um plano ou de uma linha, por exemplo.

Fechamento dá-se quando completamos mentalmente o traçado de uma figura dada para termos a sensação do todo.

Movimento aparente (cinema) aqui as imagens são extáticas mas dentro de uma seqüência definida em determinado tempo regular. Exemplos típicos: carro na estrada, quando parece que é a paisagem que se move, ou quando estamos dentro de um veículo que está sendo lavado por máquinas, ou ainda em lombada ou descida.

Constância perceptiva – os objetos conhecidos são percebidos como tendo forma e tamanho semelhantes. Em verdade eu percebo as coisas como penso que elas sejam e não como realmente são. Exemplo: prato redondo sob a mesa.

Indícios de profundidade se referem às dimensões tridimensionais (largura altura e profundidade) e como são percebidas pelo homem.

Profundidade binocular (disparidade retiniana) quanto maior a distância menor o ângulo binocular.

Profundidade monocular que dá-se por

Interposição quando o cérebro organiza as informações pela interposição de imagens que se formam.

Perspectiva ou seja, os objetos mais próximos parecem maiores e os mais distante menores.

Gradiente de textura o que significa que quanto mais próximo estiver o objeto maiores serão os detalhes que eu vejo, pelo que o cérebro informará que tal observação implica na proximidade do objeto, em relação ao fundo.

As sombras igualmente informam se o objeto está mais ao fundo ou mais próximo, por suas interposições.

EXPERIÊNCIAS PERCEPTUAIS INCOMUNS

Ilusão que é um erro de interpretação de um estímulo induzido pela configuração desse mesmo estímulo.

Alucinação que é uma falsa percepção; não há estímulo e o indivíduo percebe como se houvesse. Drogas e psicoses levam à alucinação.

Percepção subliminar – quando o tempo de exposição do estímulo está abaixo do limiar consciente da percepção.

Percepção extra-sensorial ou paranormalidade – Estão comprovadas as existências de tais percepções que não ocorrem através dos sentidos como tais sabidos. O sujeito não tem controle sobre tais fenômenos, que são:

Telepatia que ocorre quando alguém consegue apreender o pensamento de terceiro sem que haja qualquer indício do mesmo e sem o uso de sentidos conhecidos.

Precognição que acontece quando o sujeito toma conhecimento que um fato vai ocorrer antes que o mesmo aconteça, sem o uso de sentidos conhecidos.

Clarividência entendida pelo fato de chegar a um indivíduo a informações que estão ocorrendo fatos em local distinto do que ela se encontra, igualmente sem qualquer uso dos sentidos conhecidos.

Psicocinesia que é a capacidade que tem o indivíduo de mover objetos usando tão-só a força do pensamento.

INTELIGÊNCIA

Até a década de 30 a inteligência era tida como herança genética.

Dos anos 30 aos 50 a inteligência era entendida como dependente do meio ambiente onde se encontrava o indivíduo.

A partir dos anos 50 a posição piagetiana diz que as pessoas desenvolvem sua inteligência na relação, na interação de um sujeito com o seu meio. Assim, a inteligência não seria herança, tampouco seria conseqüência do ambiente nem o somatório dos dois, mas uma interação. Para Piaget inteligência é capacidade de adaptação, enfatizando os estádios cognitivos.

Até Piaget a inteligência era pensada com ênfase nos aspectos quantitativos; a partir dele, ficou claro o aspecto qualitativo. Para Piaget a inteligência é produto da interação entre a herança herdada e o ambiente onde está inserido o sujeito. É uma teoria interacionista. Para Piaget o desenvolvimento da inteligência é possível graças às trocas que o sujeito estabelece com o meio e as possibilidades desse meio no sentido de desenvolver tal inteligência. Assim a inteligência não é herdada nem é produto do meio.

Logo, o que difere a inteligência de uma criança da inteligência de um adulto não é o quociente de inteligência, mas diferenças qualitativas, que estão associadas aos estádios de desenvolvimento cognitivo.

Hoje entende-se a inteligência como a capacidade de compreender o meio onde o sujeito vive e atender as demandas desse meio. A inteligência está no modo de resolver a demanda, a situação nova, encontrando uma solução criativa e não utilizada anteriormente, criando coisas de valor para uma cultura, uma comunidade.

TEORIA DE HOWARD GARDNER

TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS

Até Gardner se falava apenas de uma inteligência. A idéia de inteligências múltiplas é de Gardner. O fenômeno da inteligência ocorre quando o sujeito aprende a lidar com uma situação nova, implicando necessariamente em criatividade. O ato inteligente é criativo. Para Gardner criar coisas de valor para uma cultura, uma comunidade é ínsito ao ato inteligente. Como exemplos cita Júlio Verne, Michelangêlo, Leonardo da Vinci.

Cada tipo de inteligência corresponde a uma área específica do cérebro, sendo normal que as pessoas tenham maior destaque em uma delas; eventualmente poderão ser deficitárias em outras área. Caso da criança autista que faz um belo desenho de um animal.

TIPOS DE INTELIGÊNCIA PARA GARDNER

Inteligência Lógico-matemática – habilidade em resolver raciocínios dedutivos, em consstruir ou acompanhar longas cadeias de raciocínios, em vislumbrar soluções para problemas lógicos e numéricos, em lidar com números ou outros objetos matemáticos (amplamente estudada por Piaget)

Os processos usados a serviço da inteligência lógico-matemática abrangem categorização, classificação, inferência, generalização, cálculo e testagem de hipóteses.

Atividades para desenvolver a inteligência lógico-matemática: enigmas, solução de problemas, experimentos científicos, cálculos mentais, jogos numéricos, pensamento crítico.

Inteligência Linguística – habilidade própria das pessoas que lidam, de forma criativa, com as palavras, com a língua corrente, com a linguagem de forma geral. Poetas, oradores, escritores, vendedores e publicitários são exemplos de indivíduos com essa habilidade.

Atividades para desenvolver a inteligência linguística – ensinar por meio de narração de histórias, palestras, discussões, jogos de palavras, leitura em coral, redação de diário ou jornal.

Inteligência Espacial é a capacidade de perceber o mundo com precisão; focaliza a capacidade do indivíduo transformar objetos dentro do seu meio e orientar-se em meio a um mundo de objetos no esspaço, fornecendo elementos para a percepção e a administração do espaço, a elaboração ou a utilização de mapas, de plantas, de representações planas de um modo geral. Associado às atividades do arquiteto, do cirurgião, do escultor, do navegador.

Atividades para desenvolver a inteligência espacial: apresentações visuais, artísticas, jogos de imaginação, mapeamento mental, metáforas, visualização.

Inteligência corporal-cinestésica é a capacidade de usar o próprio corpo de maneiras diferentes e hábeis para fins de expressão. Os exercícios e treinamentos conseguem desenvolver tal competência, embora apareçam diferenças significativas em distintos indivíduos.

São habilidades próprias da inteligência corporal cinestésica controlar os movimentos do próprio corpoo e manusear objetos com perícia. Tal inteligência é associada aos atletas, bailarinos e músicos.

Atividades para incentivar a inteligência corporal –cinestésica seria usar gestos e expressões dramáticas, aprendizagem prática como teatro, dança, esportes que envolvam atividades táteis, exercícios de relaxamento.

Inteligência interpessoal é a competência especial em relacioonar-se com terceiros, relacionar-se bem com outras pessoas, em perceber seus humores, seus sentimentos, suas emoções, ou seja, permitir um descentrar-se para trabalhar com o outro. Habilita um indivíduo adulto a ler intenções e desejos dos outros e é caracterizada nos políticos, nos líderes, nos professores, nos terapeutas e nos pais.

Seriam atividades para incentiver a inteligência interpessoal o interagir dinamicamente com os outros, aprendizagem cooperativa, tutoramento dos colegas, envolvimento na comunidade, reuniões pessoais e simulações.

Inteligência intrapessoal é o conhecimento que uma pessoa possui em relação a si mesma e a capacidade de estar bem consigo. Uma pessoa com a competência intrapessoal bem desenvolvida controla suas emoções, administra seus sentimentos, seus projetos, constrói um entendimento e um guia do seu próprio desenvolvimentoo. Uma criança autista tem esse tipo de inteligência prejudicada, já que não consegue referir-se a si mesma.

Atividades para incentivar a inteligência intrapessoal seriam a instrução individualizada, estudos independentes, opções em cursos de estudoo, desenvolvimento de auto-estima (gostar de si como se é).

Inteligência Musical está ligada a percepção formal do mundo sonoro e o papel desempenhado pelo músico como forma de compreender o mundo. A inteligência musical é própria de compoositores que expressam a criatividade num sistema simbólico acessível e internacional.

As atividades sugeridas para o desenvolvimento da inteligência musical são a percepção auditiva, a discriminação dos sons e o domínio da estrutura rítmica.

Inteligência naturalista está ligada a compreensão do ambiente e paisagem natural, uma afinidade inata dos seres humanos por várias formas de vida e identificação entre várias espécies, plantas e animais (percepção de ecossistema e habitat). A inteligência naturalista é própria de naturalistas e exploradores.

Atividades sugeridas para desenvolver a inteligência naturalista: explorações, descobertas, interações com diferentes formas de vida.

QI – Coeficiente de Inteligência

(Idade Mental : Idade Cronológica) . 100.

Doença Mental é associada a psicopatologia

Deficiência Mental é associada ao déficit de inteligência ou déficit cognitivo apresentando nível de inteligência abaixo da média.

AFETIVIDADE

A afetividade é o conjunto de reações próprias do ser humano, com natureza involuntária e reacional de quem emite tais comportamentos.

Emoção é uma reação afetiva específica, definida e proporcional a um determinado estímulo, logo as emoções são de natureza imediata e como tal, passageiras. Um exemplo disso seria o medo como emoção no caso em que alguém tem um revólver apontado contra si durante um assalto. A emoção do medo passará uma vez afastada a circunstância ameaçadora. Assim sendo, podemos dizer que a emoção é objetiva dentro de certos limites circunstanciais.

Sentimento é um estado duradouro frente a um conjunto de condições estáveis. Os sentimentos são de natureza subjetiva e podem persistir ou se manifestar mesmo na ausência de estímulos. Uma pessoa medrosa que não sai de casa, tem no medo um sentimento.

Atitudes são predisposições para reagir de um certo modo frente a objetos, pessoas, grupos, idéias e crenças. A própria indiferença ou neutralidade é uma atitude. As crianças até mais ou menos seis anos não tem atitudes. Seriam atitudes preconceitos em relação a raças, partidos políticos, etc. Uma atitude, um modismo podem ser muito alimentados. As atitudes positivas ajudam a encarar de forma mais satisfatória os fatos e as ocupações da vida.

Valores são princípios que orientam a vida de uma pessoa. Toda pessoa tem sua escala própria de valores: uns são mais elevados, mais importantes e outras não tanto.

As emoções são desenvolvidas. Há diferenças individuais entre emoções e sentimentos, dependendo as mesmas de valores culturais. Se a emoção ou sentimento fossem comuns a todas as culturas da mesma forma elas seriam herdadas. Ocorre que elas dependem da experiência pessoal e da própria motivação da pessoa.

Devemos levar em consideração, contudo, que nem sempre o que é expresso corresponde ao sentimento ou emoção da pessoa que é emissora desse sentimento ou emoção, o que demonstra incoerência. Reações fisiológicas podem dar um quadro crível das emoções e dos sentimentos. Adrenalina, ativação do sistema simpático e parassimpático, etc, além de testes com polígrafos ou detetor de mentiras podem fornecer um quadro mais consistente em relação a afetividade e a credibilidade do sentimento ou da emoção emitidos pelo sujeito.

Ninguém nasce com emoção. Uma experiência pode gerar a aquisição de emoções ou sentimentos e variam de acordo com a pessoa.

Emocionalidade e Ajustamento.

Pessoas ajustadas expressam sentimentos e emoções de modo diferente de uma pessoa desajustada. No primeiro caso prevalecem sentimentos e emoções positivas e no segundo caso sentimentos e emoções negativas. As emoções integram o cotidiano e afetam no desempenho de suas funções.

Assim sendo, existe uma relação estreita entre motivação e emoção, pois a partir de um certo nível de intensidade as respostas emocionais poderão vir a atrapalhar mesmo o desenvolvimento das atividades do sujeito.

Inato no ser humano é o potencial para respostas emocionais

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s