Grupos


 

De 16-12-2006

Ontem, por iniciativa do povo da biblioteca da escola, auxiliado bravamente por um grupo de professores, foram realizados três autos de natal, um para cada turno de trabalho. Muitas crianças se apresentaram e estava tudo muito bonito. Foi comovente perceber o esforço desses professores para que os autos se realizassem.

À noite, conversando com uma colega, lhe disse que era fundamental, em meu entender, empatia; que esse sentimento determinava a boa vontade para criar e implementar atividades diferenciadas e a solidariedade para cumprí-las.

É claro que, em razão de algumas pessoas se conhecerem há mais tempo, seja por empatia ou mesmo por interesses profissionais ou pessoais, acabam constituindo grupos que são mais ou menos fechados, flexíveis ou não. Isso, para mim, é absolutamente comum e esperável.

O problema se estabelece quando não existe uma cultura de diálogo que seja sensível o suficiente para integrar e interagir com tais grupos, especialmente quando eles acabam construindo em torno de si interesses comuns e, não raro, objetivos próprios. Temos também que considerar que uma política de repressão por um lado ou de submissão aos mesmos, por outro, são sempre atitudes equivocadas.

Quando idiossincrasias e sentimentos pessoais vêm à baila, corre-se o risco de sermos ou ditadores para uns ou excessivamente tolerantes para outros. Durante meus anos de experiência em escolas, já apreciei do melhor e do pior que o comportamento de grupo pode apresentar. A lição mais cara foi a de que é necessário, é imprescindível, é moral que sejamos autênticos e gentis. A gentileza, a atenção, e a delicadeza devem sempre andar o mais próximo da tolerância, do respeito e de uma inteligência criativa.

Se você preservar a sua autonomia e for flexível o suficiente, mesmo os grupos mais fechados o respeitarão. Se você for confiável – na sua melhor expressão – talvez você não consiga ingressar ou fazer parte de alguns grupos mais fechados, mais rigidamente constituídos, mas, sem dúvida, será respeitado. Jogar aberto, mantendo-se atento, especialmente para ouvir e aprender, é uma das mais eficazes formas de convivência.

Não se trata de simplesmente transigir quando isso lhe for conveniente. Muitas vezes a transigência anda muito próxima à submissão, ao deixar-se manipular. Respeite os outros, mas mantenha sua individualidade, seus pensamentos e sua coerência. Atropelar esses princípios é desprezar as leis da ação e da reação de Sir Isaac Newton, é dançar uma música que você não conhece e, sem dúvida, é abraçar-se ao espelho imaginando-se um gênio.

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