NYC leva ensino adaptativo a 125 escolas públicas


Nova York leva ensino adaptativo a 125 escolas públicas

Estadão.com.br/Educação

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,nova-york-leva-ensino-adaptativo-a-125-escolas-publicas,891382,0.htm

Ambiente virtual usado

durante e depois das aulas indica a estudantes quais são seus pontos fracos

25 de junho de 2012 | 16h 47
Patrícia Gomes – Portal Porvir

Departamento de Educação de Nova York começou a experimentar o uso de plataformas online nas salas de aula de 125 de suas 1.700 escolas públicas, numa experiência que já chegou a 25 mil alunos em apenas um ano de implementação. Neste mês, a iniciativa foi condecorada com o prêmio IMS Global Learning Consortium, concurso internacional que seleciona práticas mais inovadoras em educação.

Chamada de iLearnNYC, a ferramenta é um ambiente virtual usado em atividades educativas durante e depois das aulas e que faz com que os estudantes saibam exatamente seus pontos de fragilidade na compreensão das matérias e que os pais possam acompanhar a evolução dos estudos dos filhos. Ela permite ainda que os professores monitorem de forma individualizada a performance de cada um dos seus alunos e que os diretores tenham acesso a um panorama atualizado, em tempo real, de como a escola está caminhando.

“As escolas que adotaram o iLearnNYC estão implementando aprendizado on-line e híbrido – blended learning – para expandir as formas e os lugares onde os alunos podem aprender. O iLearnNYC empodera professores, gestores, estudantes e pais com conteúdo on-line, dados atualizados dos trabalhos dos alunos e uma série de ferramentas educacionais”, dizem os responsáveis pela ferramenta em seu site. O portal ainda define a plataforma como um meio de aumentar as oportunidades oferecidas aos estudantes, uma vez que eles podem frequentar cursos on-line inclusive de disciplinas que não são dadas em sua escola – como aulas de línguas estrangeiras. Toda a ideia que está por trás do iLearnNYC é a de customização do que está sendo ensinado aos alunos.


Autonomia para as escolas

As escolas públicas de Nova York precisam seguir padrões gerais de qualidade, mas têm autonomia para escolher a forma como farão isso. Então, ao encomendar a plataforma para a Desire to Learn – empresa canadense que desenvolve plataformas de aprendizado e que foi responsável por desenhar a ferramenta nova-iorquina – o Departamento de Educação de Nova York pediu que o produto ajudasse os professores a fazer seus alunos alcançarem os parâmetros mínimos exigidos pelo Estado.

Mas não foi só isso: solicitou também que a ferramenta fosse flexível o suficiente para que as particularidades de cada escola fossem respeitadas. “Foi importante para o iLearnNYC oferecer opções que permitissem que as escolas e os professores construíssem conteúdo para as particularidades de cada escola e de cada aluno”, afirmou a Desire to Learn ao anunciar que a parceria com Nova York lhes havia rendido o prêmio IMS Global.

Assim, a plataforma foi colocada à disposição das escolas e cada uma escolhe a forma como vai utilizá-la. Joseph Pazzano, especialista em marketing da Desire to Learn, cita exemplos de usos diferentes que as instituições têm feito do iLearnNYC: em atividades de recuperação para alunos que estão com alguma defasagem de conhecimento e em aulas de francês avançado.

Além disso, os professores podem inserir conteúdos e compartilhar planos de aula com seus pares de outras escolas do mesmo distrito. Um deles, conta Pazzano, propôs um curso de biologia marinha em que os alunos conseguem ter acesso a informações do que está acontecendo no laboratório mesmo quando estão em casa.

O iLearnNYC começou a ser implementado no ano passado e já há a previsão de extensão da ferramenta para 200 escolas no próximo semestre. Por ser uma iniciativa recente, ainda não há indicadores oficiais que mostrem a influência do uso das atividades on-line no desempenho dos alunos. Mas, enquanto isso, o interesse de mais escolas em adotar o iLearnNYC é visto como um sinal de que há uma avaliação positiva dos resultados. “Esse aumento no interesse em adotar a ferramenta mostra o valor que as escolas dão a ela”, diz Pazzano.

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