Duas concepções sobre avaliação escolar


Avaliação Escolar    

Duas concepções sobre avaliação

Concepção 1

A avaliação só é válida, correta, científica quando é autoavaliação, interna, do próprio sujeito. Sendo de terceiros, é injusta.

Deve ser sempre qualitativa, levando em conta os referenciais culturais do sujeito.

Tem função diagnóstica, nunca classificatória. Seu eixo central deve ser a anamnese, a exemplo dos profissionais da área da saúde.

Anamnese, exame clínico, exame laboratorial – diagnóstico – tratamento

Escola – idem para esta corrente.

Devemos respeitar ritmos e códigos sociais dos alunos.

Muito cuidado com erros, se relacionados a tais códigos, pois a ideologia dominante mata os códigos sociais.

Aprender a dizer as coisas negativas de outra forma (Ataualpa Yupanqui),

Concepção 2

A avaliação deve ser hetero. Perde-se o distanciamento.

Enganar o aluno é “mistificar” o seu desempenho.

A avaliação deve ter aspectos externos e quantitativos.

Para avaliar é necessário medir o desempenho, mesmo humano.

A negação da medida tem sido um biombo de quem não sabe ensinar. Primeiro meço e depois avalio o conhecimento do aluno.

Julgar o aluno sem uma dimensão quantitativa é injusto.

Toda avaliação é classificatória.

Questão avaliativa retrata a melhoria ou não do aluno em relação a padrões de referência, mesmo que seja uma auto-avaliação.

A avaliação tem de seguir códigos universais e padrões desejáveis no mundo, pois estamos trabalhando para educar o aluno para viver dentro de uma sociedade globalizada.

Não posso trair meus alunos, dando-lhes uma imagem que não corresponda a sua realidade.

Quadro comparativo entre as duas concepções

A ESCOLA se encontra entre essas duas grandes escolas de avaliação. O ideal seria a mediação entre os dois conceitos.

Conceito 1 Conceito 2
Autoavaliação Heteroavaliação
Avaliação interna Avaliação externa
Qualitativa Quantitativa
Função diagnóstica Função classificatória
Códigos sociais Códigos universais
Ritmos sociais Ritmos universais

 

A avaliação é causa de burnout e ocorre quando o professor quer fazer uma coisa e faz outra. Então o professor quer compensar o que não fez.

Alimenta seu complexo de culpa e quando se aposenta, perde a razão de viver.

Quando em atividade, “casa com a escola”. Professor é sempre referência de comportamento (educador full time).

Nó gótico: por que o professor não admite, em geral, ser avaliado?

O Brasil reprova mais no ensino fundamental que no ensino superior.

Antiga criança e Nova criança

Alguns parâmetros comparativos

Relacional Multidisciplinar
Contextualizado Multifacetado
Participativo Interativo
Solidário Individual
Linear Não linear

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