História da Educação


FAPA

História da Educação

Hilton Besnos

Sociedade liberal (capitalista)

Estado de direito – lei – contrato

Ao estado cabe garantir, por meio das leis e da força a propriedade individual obtida pelo “mérito” do trabalho. O Estado deve respeitar a liberdade econômica e garantir a liberdade de consciência. Como modelo temos o cidadão visto individualmente, a sociedade civil e a instauração de um poder público e representativo.

Liberalismo

Político Locke Poder limitado-democraciaSeparação de poderesConstituição

Estado como árbitro de conflitos sociais

Econômico Adam Smith Laissez faireLiberdade contratualTrabalho assalariado

Leis de mercado

Livre concorrência

Religioso Separação igreja-estadoLiberdade religiosa

Iluminismo (século XVIII)

Valores básicos ligados ao desenvolvimento capitalista e a consolidação da burguesia enquanto classe social. Seus princípios são a igualdade jurídica, tolerância filosófica e religiosa, liberdade jurídica, posição contrária à escravidão. Prega o mercado livre (entendido como liberdade para os bens, serviços e capitais) e a proteção à propriedade privada.  A partir do pensamento iluminista houve a laicização do Estado impulsionada pela Revolução Industrial e pela Revolução Francesa,  tudo a partir do século XVIII.

O iluminismo  trouxe a figura do sujeito epistêmico (no sentido teórico, abstrato da palavra),  a universalidade do ensino voltado para a humanidade, que desejava um sujeito de aprendizagem correto, virtuoso e culto e na qual havia o primado da razão. Buscava a autonomia do indivíduo, no plano individual, fazendo a escola um papel de instância mediadora entre o contexto e o indivíduo. A escola protagonizava uma pedagogia de ação social buscando inserir o indivíduo dentro dos parâmetros sociais e culturais.

Educação secular:

Verificar humanismo, iluminismo, racionalismo e positivismo

Século XVIII houve a implantação do capitalismo, a criação da escola pública e a teoria iluminista.

Positivismo de Augusto Conte (século XIX)

Formação científica da sociedade que, segundo o positivismo, passou pelas seguintes fases: estado teológico, estado metafísico e finalmente estado positivo. O positivismo aposta no progresso contínuo da humanidade. Um lema do positivismo é “saber para prever e prever para prover”.

O discurso pedagógico da modernidade.

A educação recebe da modernidade “balizadores pelo guia infalível da razão”. Em contrapartida temos a questão da subjetividade do homem,  em seu sentido genérico, que pode contrapor-se a standardização educacional a partir do momento em que passa a defender seus próprios valores sociais/culturais, não raro distintos do que lhe prevê e lhe provê o signo da modernidade. Por outro lado encontramos o cienticifismo e a globalização do sistema educacional,  que não fornecem necessariamente um garante de eficácia na implantação de políticas educacionais, especialmente se gestadas em outras instâncias em desintonia com as realidades locais. Igualmente a perspectiva de pretensão emancipatória da educação moderna pode mais ser uma estratégia política de contenção cultural, na medida em que contrapõe pesos e referências universais a culturas próprias, cujas habilidades são desprezadas ou tornadas inacessíveis em razão das pressões pela homogeneização cultural.

A estandardização do ensino, enquanto expressão de uma tendência globalizante não contempla a busca de um cidadão socialmente engajado,  mas sim de uma pessoa que afastou-se de suas convicções culturais para substituí-las por algo que mais interessa a fatores econômicos e consumistas que não lhe privilegiam.

IDÉIA PARA DISCUTIR:

“A educação moderna está assentada no mito da ascenção social através da escola”. Discutir se o acesso ao legado cultural deixado pela humanidade é efetivamente um instrumento  de ascenção social, no sentido de que há escolas com modelos distintos e clientelass com diferentes respostas e procedimentos sociais.

Nomes e influências da história da educação

Immanuel Kant,  (ver http://www.cobra.pages.nom.br/fmp-kant.html)

Immanuel Kant (1724-1804), filósofo alemão, em geral considerado o pensador mais influente dos tempos modernos, nasceu em Königsberg, atual Kaliningrado, em 22 de abril de 1724. Não casou nem teve filhos, falecendo em 1804 aos 80 anos.

Potencialidade da razão – autonomia e reflexão. A autonomia era conceito central para Kant, ou seja, capacidade para decidir, no sentido de juízo racional. Buscava o sujeito moral, que é aquele que pensa em si e nos outros, usando o entendimento sem causar danos para si e para os outros. Entendia que  através da reflexão chega-se ao autoconhecimento. Há um embate entre a menoridade autoculpada e o espírito crítico. A maioridade é autonomia.

Para Kant educar a razão significa passar da heteronomia para a autonomia.

Jean Jacques Rousseau, (ver http://www.centrorefeducacional.com.br/rousseau.html)

Para Jean Jacques Rousseau (1712-1778),  A educação deveria levar  homem a agir por interesses naturais e não por imposição de regras exteriores e artificiais, pois só assim, o homem poderia ser o dono de si próprio.
Outro aspecto da educação natural está na não aceitação, por Rousseau, de uma educação intelectualista, que fatalmente levaria ao ensino formal e livresco.

O que é autonomia em Kant é, para Rousseau, inato. O homem é naturalmente bom e é corrompido pela sociedade. A autonomia de Kant é a virtude para Rousseau. A criança não é um adulto miniaturalizado. Este tem a capacidade de optar pelo bem; para alcançar a virtude deve vencer seus impulsos. Para Rousseau exercer a virtude é termos um home integrado consigo mesmo e com a sociedade. A autonomia moral é a coerência entre o dizer e o agir, devendo o home agir conforme o dever imposto por si próprio e não pelos outros.

Pestalozzi, ver http://www.centrorefeducacional.com.br/pestal.html

João Pestalozzi (1746-1827).  Exerceu grande influência no pensamento educacional e foi um grande adepto da educação pública.
Democratizou a educação, proclamando ser o direito absoluto de toda criança ter plenamente desenvolvidos os poderes dados por Deus. Seu entusiasmo obrigou governantes a se interessarem pela educação das crianças das classes desfavorecidas. Podemos dizer que ele psicologizou a educação, pois quando ainda não havia a estruturação de uma ciência psicológica e embora seus conhecimentos da natureza da mente humana fossem vagos, viu claramente que uma teoria e prática corretas de educação deviam ser baseada em tal tipo de conhecimentos.

Para Pestalozzi a educação deveria ser universalizada, buscando o melhoramento individual e a elevação da qualidade de vida do povo comum. É o principal protagonista da escola popular e pensava o homem no sentido de que se aquele fosse bom, igualmente a sociedade seria boa.

Johann F. Herbart, ver http://www.centrorefeducacional.com.br/herbart.html

Johann F. Herbart (1776-1841) trouxe grandes contribuições para pedagogia como ciência, emprestando rigor e uma certa cientificidade ao seu  método; foi o precursor de uma psicologia experimental aplicada à pedagogia. Foi o primeiro a elaborar uma pedagogia que pretendia ser uma ciência da educação.

Em Herbart, o processo educativo se baseia, em seus objetivos e meios, na Ética e na Psicologia, respectivamente. Segundo ele, a ação pedagógica se orienta por três procedimentos: o governo, a instrução e a disciplina.

Herbart procurava o homem do futuro, aliando para tanto processo educativo, a busca de um homem correto e virtuoso e o melhoramento social. Esse sujeito da busca de Herbart deveria ter clara autonomia moral. Herbart foi quem primeiro deu atenção aos processos psicológicos para a aplicação na educação.

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